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São Paulo, São Paulo, Brazil
Sou um apaixonado por Bulldog Francês comecei com uma fêmea e agora estou criando a raça por motivo de ser um cachorro de temperamento tranquilo e companheiro Estamos providenciando o nosso próprio canil logo com muitos filhotes de qualidade para nossos amigos e clientes. Venho por meio deste blog, informar as pessoas sobre algumas duvidas que já tive também, sobre doenças e outras coisas, por isso dedico algum tempo do meu dia pra procurar matérias sobre a raça e doenças em geral, escrever algumas coisas que já passei criando a raça. Espero com isso ajudar as pessoas. André Sanches. safemi

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Giardíase Canina


Giardíase Canina      


A giardíase é uma doença comum de cães, gatos e humanos, que freqüentemente é subestimada. É uma zoonose importante e é imperativo que tanto o animal de estimação quanto a família protejam-se da infecção.
O tratamento pode fornecer um controle eficaz, mas, em muitas situações, as reinfestações são comuns, devido à dificuldade em se eliminar a fonte de infecção do meio ambiente.
As taxas de infecção são altas nas áreas onde existem grandes populações de humanos e animais, devido a maior oportunidade de transmissão direta e indireta da enfermidade. A ingestão de somente 10 cistos é capaz de causar a infecção. A maior prevalência das infecções por Giárdia ocorre entre os indivíduos jovens, sem resistência imunológica, e que são mais suscetíveis à ingestão de material fecal.
As fontes de infecção mais comuns são água e fezes contaminadas. A transmissão fecal-oral de Giárdia é comum tanto em animais como em humanos; os animais em confinamento podem estar expostos a grandes quantidades de cistos infectantes no material fecal, o qual aumenta as possibilidades de transmissão da enfermidade.
Os trofozoítos  de Giárdia não sobrevivem no meio ambiente. No entanto, os cistos são resistentes a alguns fatores ambientais, como águas com baixa concentração de bactérias e contaminantes orgânicos, e suscetíveis a outros, como altas temperaturas. É considerada uma enfermidade emergente, devido à falta de métodos efetivos de controle em humanos e animais. Um dos principais problemas é a contaminação ambiental disseminada. A Giárdia com seu ciclo de vida simples e a capacidade de seus cistos de sobreviver no ambiente, tem permitido que a infecção se converta em uma das mais predominantes enfermidades parasitárias em muitas espécies de mamíferos. 

Sinais Clínicos  

Os sinais clínicos podem ser severos, mas uma grande parcela dos infectados pode permanecer assintomática, e os animais jovens são os que, mais freqüentemente desenvolvem os sintomas. Os sinais clínicos da giardíase incluem diarréia mal cheirosa aguda ou crônica, vômito, dor abdominal , desidratação, perda de peso ou redução do ganho do mesmo.
Não existem sinais característicos da giardíase, pois diversas enfermidades intestinais se assemelham a ela, como ocorre com as gastroenterites virais, as bacterianas e as causadas por outros parasitos.Também se assemelha às alergias de origem alimentar, à enfermidade da má-absorção, a gastroenterite induzida por fármacos e as enfermidades alérgicas. 

 Diagnóstico  

O método mais indicado, hoje, para a detecção de Giárdia nas fezes é a Flotação com Sulfato de zinco com centrifugação, um teste diagnóstico econômico e muito eficaz. Um fator importante é a necessidade de utilizar três amostras de fezes, coletadas em dias alternados, ao longo de uma semana. Isto porque a eliminação de cistos é intermitente, o que pode gerar resultados falso-negativos quando se utiliza uma única amostra. 

Tratamento 

Os agentes quimioterápicos  incluem os nitroimidazóis ( metronidazol, tinidazol), furadolizona, benzimidazóis (febendazol, albendazol), entre outros.
O mais comum é que a base do tratamento da giardíase seja eliminar os sinais clínicos associados com a infecção. Nos animais, freqüentemente ocorre a reinfestação, se os cistos infectantes não são retirados do ambiente. Isto implica em uma limpeza e desinfecção profundas sempre que possível, além de assegurar que a água e o alimento não se contaminem com as fezes. 

Vacina 

Está provado que a vacina estimula o animal a resistir ao parasito, sendo uma solução efetiva em longo prazo para o controle desta enfermidade parasitária, já que a imunidade natural contra Giárdia é de curta duração. Mesmo que os tratamentos se mostrem eficazes, a reinfecção em animais é muito freqüente , devido à dificuldade de se eliminar os cistos infectantes do ambiente. Um animal vacinado, além de protegido contra giardíase, não representará mais uma fonte de infecção a outros animais e até mesmo a seres humanos contactantes.

fonte: http://www.valedasarabias.com.br/

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

OBESIDADE, NÃO FAZ BEM


Fofinhos, não...
gordos!


Anna Paula Buchalla
Fotos Laílson Santos
Yuri
Idade: 8 anos
Raça: vira-lata
Peso: 11,9 quilos
Peso ideal: 6 quilos
Males atribuídos à obesidade:artrose, problemas respiratórios e triglicérides e colesterol altos

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A obesidade tornou-se o problema de saúde mais frequente - e preocupante - entre cães e gatos de estimação. Segundo o último levantamento da Associação Médica Veterinária Americana, 40% dos cães dos Estados Unidos carregam quilos extras. No Brasil, a estimativa é que 30% dos cães e 25% dos gatos sejam obesos.
Má alimentação, sedentarismo, castração e predisposição genética são os vilões do sobrepeso. Assim como nos seus donos, a obesidade é um distúrbio grave em animais: é fator de risco para problemas respiratórios e cardiovasculares e ainda predispõe a dores nas articulações. "O mais difícil é convencer os donos de que a situação é séria e requer tratamento. Em muitos casos, o animal corre risco de vida", diz o veterinário Roberto de Andrade Bordin, especialista em nutrição animal. "Os donos são os principais culpados pela obesidade dos seus bichos", afirma Márcia Jericó, diretora do hospital veterinário da Universidade Anhembi Morumbi. Uma pesquisa feita pela ONG inglesa The Blue Cross indica que as pessoas que comem demais e se exercitam pouco costumam ter animais de estimação acima do peso. Elas repetem nos bichos seu (mau) comportamento. "Muitas desconhecem que a ração atende às necessidades nutricionais e exageram nos petiscos e nos alimentos de gente", diz. Antes de encher a barriga de seu bicho de estimação e se orgulhar das formas arredondadas que ele exibe, saiba o que dizem os especialistas sobre os principais erros cometidos pelos donos de cães e gatos gordos e como mudar de atitude.
MÁ ALIMENTAÇÃO
Em que os donos erram: petiscos e refeições desbalanceadas estão entre os problemas mais apontados pelos veterinários como causa da obesidade, sobretudo a canina. "Apenas 30% dos donos oferecem exclusivamente ração ao animal", alerta Roberto Bordin. Hoje há cães que comem até salgadinhos e fast-food. Também é comum abusar de biscoitos, bifinhos e ossinhos, como se eles não fossem calóricos (e são)
O que fazer, segundo os especialistas: se for dar petiscos especialmente fabricados para cachorros, o ideal é de um a dois por dia, no máximo. Ao contrário da embalagem das rações, a dos petiscos não informa as calorias de cada unidade. "Um biscoito médio em forma de ossinho, por exemplo, tem cerca de 90 calorias. Isso corresponde a quase um terço das necessidades diárias de um poodle médio", explica Márcia Jericó. É importante ainda seguir a quantidade de ração recomendada pelo fabricante, no rótulo, ou pelo veterinário antes de despejá-la sem parcimônia. Considere a possibilidade de trocar a ração convencional por uma light – há várias opções menos calóricas no mercado. Com teor de gordura mais baixo e ricas em fibras e substâncias como a l-carnitina, as versões light ajudam a controlar a obesidade
SEDENTARISMO
Em que os donos erram: cada vez mais confinados, os animais acompanham o estilo de vida do dono. Mal saem de casa – se o fazem, é só no momento das necessidades – e passam praticamente o dia todo deitados ou dormindo. Quanto mais eles engordam, mais sedentários ficam, já que a dificuldade de se locomover aumenta. Entre os gatos, o sedentarismo é o principal fator de risco para a obesidade
O que fazer, segundo os especialistas: se o dono não tem tempo de passear com o animal, deve contratar alguém que o faça ao menos duas vezes ao dia. E não conta como passeio aquela andadinha breve até o poste mais próximo. No caso dos cães, existem serviços que oferecem trilhas ecológicas e aulas de natação e esteira de uma a duas vezes por semana. Exercitar o gato doméstico é um pouco mais difícil – ele dorme em média dezesseis horas por dia. O dono deve criar situações que o estimulem a se deslocar, como espalhar bolinhas, arranhadores e novelos de lã pela casa. Para que ele se movimente em busca de comida, vale esconder a ração dentro de um rolo de papel toalha, em caixas de papelão suspensas ou embaixo do cesto de roupa
CASTRAÇÃO
O que muitos donos não sabem: cães e cadelas castrados apresentam o dobro da probabilidade de se tornar obesos – o distúrbio é mais frequente entre as fêmeas. Com a castração, elas deixam de produzir hormônios que atuam na inibição do apetite. No caso dos machos, a retirada dos testículos interrompe a produção de hormônios andrógenos, importantes para instigá-los a se movimentar. Nos gatos castrados, o risco de se tornarem obesos é de três a quatro vezes maior. Em geral, os machos são mais afetados, por questões metabólicas
O que fazer, segundo os especialistas: é importante que o animal siga uma dieta sob medida e seja estimulado a se exercitar. Já existem no mercado rações para animais castrados, com teor calórico mais baixo
PREDISPOSIÇÃO GENÉTICA
Em que os donos erram: cães de algumas raças, como labrador, golden retriever, collie, cocker spaniel, beagle e dachshund, têm predisposição a engordar. Há alterações nos hormônios que controlam a saciedade, como a leptina, produzida pelas células adiposas. Cães e gatos obesos têm resistência à substância. A maioria dos gatos obesos pertence às raças domésticas – especialmente aqueles que têm pelo curto
O que fazer, segundo os especialistas: a alimentação correta deve começar desde cedo. O filhote que come muito mais do que precisa acaba produzindo mais células adiposas, e isso é um facilitador da obesidade na fase adulta
Pepita
Idade: 7 anos
Raça: basset hound
Peso: 31kg
Peso ideal: 23 quilos
Males atribuídos à obesidade: dificuldade para se locomover e problemas dermatológicos como assadura nas dobras



fonte:http://veja.abril.com.br

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Dilatação Gástrica em Cães


Dilatação Gástrica em Cães

Existem diversas doenças ou condições que podem causar risco de vida ao seu cachorro e necessitam de tratamento de emergência. Entre elas está a dilatação gástrica, que pode predispor à torção gástrica complicando ainda mais a situação. Para quem leu o livro ou assistiu o filme Marley e Eu, é um ótimo exemplo do estresse que o animal passa e a família também perante esta situação crítica. A dilatação gástrica costuma acontecer em cães de grande porte como Dogue Alemão, ou cães que possuem tórax profundo como Greyhound e Doberman, ou cães com hábitos alimentares fora do normal, que foi o caso do Marley. No entanto, eu já vi casos de dilatação gástrica importante em cães de pequeno porte como Dachshund e Chihuahua. As três raças mais acometidas são: 1 ? Dogue Alemão, 2 ? São Bernardo e 3 ? Weimaraner. Cerca de 20% dos casos de dilatação/torção gástrica ocorrem em animais que pesam mais de 99 pounds (45 kilos).

A dilatação gástrica, como o próprio nome já diz, ocorre quando o estômago dilata várias vezes o seu tamanho normal devido ao acúmulo de comida, água e gás. A distensão do estômago pode causar torção gástrica e obstruir o fluxo sanguíneo não somente do estômago mas de outros órgãos abdominais como o baço por exemplo, levando o animal ao choque e morte se não tratado imediatamente. A dilatação gástrica não complicada causa dor abdominal severa e colapso com igual risco de vida.

A situação mais comum é quando o cachorro come uma exagerada quantidade de ração (quando encontra o saco de ração e come livremente sem que o dono perceba) e faz exercício físico logo após. A maneira com que você maneja a alimentação do seu cachorro pode ajudar na causa da dilatação, por exemplo, cães que comem apenas uma vez ao dia passam a maior parte do dia com fome e podem comer muito rápido e tomar muita água sempre que forem alimentados, causando congestão. O ideal é alimentar seu cachorro duas vezes ao dia com uma quantidade de ração controlada e evitar exercícios físicos logo após a refeição. Cães com dilatação gástrica nem sempre apresentam um abdômen distendido, o mais importante a ser notado na suspeita de dilatação gástrica são os diversos episódios de vômito, colapso (onde o cachorro deita-se e não consegue se mover) a respiração acelerada e muitas vezes síncope (desmaio).

A primeira coisa que o seu veterinário irá fazer é administrar grandes quantidades de fluido intravenoso para combater o choque, e ao mesmo tempo tentar esvaziar o estômago através da passagem de um tubo gástrico inserido pela boca até o estômago. Se não houver torção gástrica, o tubo passará sem maiores problemas e irá remover grande parte do conteúdo estomacal reduzindo o tamanho e eliminando o gás. Em casos de torção, o tubo não consegue passar e o animal é enviado para cirurgia imediatamente.

Na ausência de torção, a cirurgia continua sendo recomendada após o animal ter sido estabilizado pois uma vez o estômago distendido aumentam-se as chances de recorrência e torção. A técnica cirúrgica conhecida como Gastropexia é a preferida e envolve fixar o estômago à parede abdominal para evitar a torção, no entanto deve-se evitar qualquer situação que possa causar a dilatação gástrica pois esta tende a recorrer. Cães que tiveram dilatação gástrica e que não foram tratados cirurgicamente podem voltar a dilatar em 75% dos casos. Cães tratados com cirurgia podem ainda recorrer, mas a porcentagem cai para menos de 6% dos casos.

É extremamente importante para do-nos de cães de grande porte conhecer mais sobre essa condição e estarem preparados, saber onde levar seu animal em caso de emergência, evitar exercício físico logo após a refeição e alimentar seu animal duas vezes por dia com quantidade apropriada de ração e evitar que seu cão tenha acesso fácil ao pacote de ração. A predisposição pode ser ainda maior em cães cujo os parentes tiveram dilatação. Muitos donos optam por realizar Gastropexia profilática (antes da primeira dilatação) para diminuir as chances de dilatação e evitar com que o estômago torça.

fonte: gazetanews.com


sábado, 6 de outubro de 2012


Esperando adoção

Jovem e saudável Lindo cachorro abandonado em mudança aguarda adoção, em São Paulo 06 de outubro de 2012 às 12:20 Nathalia nazuza_js@yahoo.com.br Foto: Divulgação Este lindo basset hound foi abandonado pelos tutores durante mudança de casa. Está em um lar temporário, será castrado e vacinado. É um animal muito meigo, carente, que gosta de brincar. Será doado apenas para alguém que ame animais e que o crie com liberdade dentro da casa, para inclusive, subir nos sofás (algo que ele demostrou estar acostumado a fazer). Alguém que tenha tempo e energia de levá-lo para passear? Contatos: Piedade 9.9267-0307 ou nazuza_js@yahoo.com.br

terça-feira, 2 de outubro de 2012

INCONTINÊNCIA URINÁRIA


INCONTINÊNCIA URINÁRIA

Por Leonora Veras
xixi
Maria Leonora Veras de Mello
Médica Veterinária Homeopata
CRMV-RJ/2165
A incontinência urinaria é um problema que aflige não poucos de nossos animais de companhia.
A dificuldade de reter a urina, causando desconforto ao animalzinho, não raro gera transtornos também entre os humanos, pois muitos não compreendem que está ocorrendo uma alteração na saúde e chegam mesmo a ralhar e castigar, sem que eles tenham qualquer culpa.
Atribuem-se diferentes causas como> cistite, uretrite, falha na função dos esfíncteres da uretra por problemas neurológicos (compressão da medula, síndrome da cauda eqüina, degeneração inflamatória ou senil, etc.), obstrução parcial por cálculos, inflamação ou tumores, prostatites nos machos ou alterações endócrinas nas fêmeas, como nas cistites hemorrágicas associadas a cistos ovarianos, ou causas menos freqüentes, como conseqüência de hipotiroidismo ou hiperadrenocorticismo.
A maior parte dos casos de incontinência urinária pode ser tratada ou minimizada, quer pelos tratamentos convencionais, quer através da homeopatia e/ou acupuntura, ou ainda terapias mistas.
O importante é que ao se detectar qualquer alteração na micção do cão ou do gato, que não lhes atribuam apenas alterações emocionais e comportamentais, antes que sejam afastadas todas as prováveis causas físicas, com o auxílio de um médico veterinário.
OBS.: Não use este texto sem permissão, entre em contato por favor leonoramello@bichosonline.vet.br
fonte: http://bichosonline.vet.br/

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Otite canina (dor de ouvido em cães)


Otite canina: causas, diagnóstico e tratamento

Tivemos a oportunidade de atender o Bob, um simpático canino da raça Cocker Spaniel, que não parava quieto no ambulatório da Universidade Federal do Pará. Ele não parava de coçar as orelhas um só minuto, dava muita pena dele.
Após o exame do animal, diagnosticamos seu problema: otite. Mas o que é otite?
Otite é a inflamação do conduto auditivo. Nos animais, é um problema muito comum que, quando não diagnosticado ou tratado corretamente, pode levar os animais à surdez e, ainda, a alterações de postura e comportamento, como andar em círculos. Outros sinais clínicos incluem o odor fétido, dor e a presença de secreção.
Existem diversas causas de otite. Dentre elas, destacam-se: produção excessiva de células de descamação, associada à presença de bactérias, fungos e ectoparasitos, tais como Demodex canis e Otodectes cynotis.
Alguns casos de otite são complicados de serem solucionados. Isso pode ser devido a fatores predisponentes, como a presença de pólipos e neoplasias (tumor) no conduto auditivo. Não podemos deixar de mencionar que algumas desordens sistêmicas também podem desencadear otites recidivantes, como o hipotireoidismo e as alergias. Devemos também chamar a atenção para as raças que têm orelha pendular, como o nosso amigo Bob, que são predispostas à otite, pois propiciam ambiente ideal para o desenvolvimento de bactérias, fungos e sarnas.
O diagnóstico é feito primeiramente pelo proprietário, que observa a alteração de comportamento do animal, principalmente pelo fato do intenso prurido (coceira) que o animal demonstra. Alguns animais podem deixar de se alimentar e até mesmo ficar agressivos quando o proprietário encosta nas orelhas, em virtude da dor.
Já no consultório veterinário, o animal deve ser examinado com auxílio de um otoscópio (aparelho utilizado para enxergar o interior do conduto auditivo), onde é possível identificar a presença de alguns ácaros (O. cynotis) e avaliar a integridade da membrana timpânica. Esse procedimento é essencial, antes de se prescrever qualquer medicamento ao animal.
Não tente adivinhar qual é o agente etiológico, o causador, da otite. Antigamente era comum escutar que a cera de coloração escura, oriunda de conduto auditivo, estava relacionada à otite fúngica, e a cera de cor marrom, relacionada à otite bacteriana, mas isso não corresponde à realidade encontrada.
O uso de medicamentos inadequados, prescritos sem diagnóstico definitivo, é uma das causas mais comuns de tratamentos falhos, sendo assim, o exame citológico é primordial para o tratamento da doença. Podemos, ainda, solicitar o exame de cultura e antibiograma, para maior segurança e eficácia do tratamento, porém, somente após a realização do exame citológico que indique a presença de bactérias.
Por mais que você já tenha visto diversas vezes, não é para introduzir nada no conduto auditivo de seu animal, isso inclui cotonetes e pinças com algodão! Ao longo dos anos, já tive a oportunidade de notar o lado pesquisador de alguns proprietários; vocês não imaginam como são curiosos! Certa vez, um proprietário pingou água sanitária, outro, azeite quente, e o mais impressionante, um produto comercial utilizado na desinfecção de ambientes.
Encontramos, em algumas lojas (Pet Shops), produtos utilizados para auxiliar a retirada dos pêlos auriculares. Isso é terminantemente proibido em cães, principalmente nos animais com otite. Você faria o mesmo procedimento em você?
A utilização de agentes terapêuticos se faz necessária, seja por via tópica (pingando o produto diretamente no conduto auditivo), ou por via sistêmica (administrando por via oral ou pela via subcutânea ou intramuscular). Nos casos mais graves, a técnica de lavagem otológica que tem por finalidade a diminuição dos agentes no conduto auditivo se faz necessária. Nos casos crônicos, infelizmente a única opção do tratamento é a realização de uma cirurgia (ablação de conduto auditivo), pois muitas vezes encontramos estenose (diminuição) do conduto auditivo.
O proprietário é um dos responsáveis em causar o problema e é o primeiro a evitar. Durante o banho dos animais, devemos sempre colocar algodões nos condutos auditivos, para evitar a entrada de água, evitando um ambiente ideal para proliferação de bactérias e fungos. Por mais que você não deixe cair água ou não molhe a cabeça do animal, o risco de entrar uma pequena quantidade ainda é grande.
Ao qualquer sinal de otite, procure imediatamente o seu Médico Veterinário!
fonte: www.dogdicas.com.br