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São Paulo, São Paulo, Brazil
Sou um apaixonado por Bulldog Francês comecei com uma fêmea e agora estou criando a raça por motivo de ser um cachorro de temperamento tranquilo e companheiro Estamos providenciando o nosso próprio canil logo com muitos filhotes de qualidade para nossos amigos e clientes. Venho por meio deste blog, informar as pessoas sobre algumas duvidas que já tive também, sobre doenças e outras coisas, por isso dedico algum tempo do meu dia pra procurar matérias sobre a raça e doenças em geral, escrever algumas coisas que já passei criando a raça. Espero com isso ajudar as pessoas. André Sanches. safemi

segunda-feira, 29 de julho de 2013

COPROFILIA OU COPROFAGIA


COPROFILIA OU COPROFAGIA

A coprofagia (ingestão de fezes) é um problema que aflige vários cachorrinhos e algumas raças em especial.
Existem aqueles que comem cocô por puro tédio, ou para manter o local limpo e sem vestígios para evitar broncas e punições. Alguns até nem chegam a comer todo o cocô, mas brincam com eles e carregam pedacinhos na boca.
Mesmo sendo um comportamento normal para os cães, este hábito é bastante desagradável para os donos que acabam se afastando de seus cachorrinhos. Com o afastamento vem um aumento na ansiedade para o cachorro, especialmente se for filhote, e o problema acabam se agravando muito mais. Então no lugar de achar isso nojento e larga mão dele é muito melhor pensar em como ajuda-lo.
Ajuda para seu cão para de comer as fezes e colocar uma colher de chá de suco de abacaxi, sem açúcar para um pote de ração para filhotes de pequeno porte, isso ajudara ele para com essa mania, isso foi testado e deu 95% de resultado positivo. E você terá de usar uma disciplina alimentar por que seu cãozinho poderá estranhar o gosto, então colocar a refeição duas vezes ao dia de manhã e a noite, deixar o pote por 15 minutos se não comer retirar o pote e colocar só na próxima refeição.
Os resultados podem vir na segunda vez que ele fizer coco, ou pode demorar até três dias para começar a fazer o efeito.
Isso é muito melhor do que colocar pimenta em cima das fezes, pois como ele é ingerido e processado pelo cachorro você não vai precisar ficar vigiando cada ida ao banheiro do seu cão para colocar a pimenta.
Existem remédios também para poder ajudar como o coprovet, mas isso eu acho que deve ser usado só depois de tentar algo natural.

As principais causas da coprofagia são:
- Pouco exercício ou sós exercícios esporádicos
- Ansiedade
- Solidão (mais de 4 horas sozinho)
- Medo de ser corrigido por fazer as necessidades em locais errados
- Curiosidade natural de filhotes
- Instinto de limpeza exacerbado
- Tédio provocado por falta de estímulo e poucos brinquedos adequados
- Compulsão oral (necessidade constante de estar com “alguma coisa” na boca)

- Tendência genética (Bulldog Francês Lhasa-Apso e Shih-Tzu)

terça-feira, 4 de junho de 2013

NOVIDADES SOBRE O CÃO E SUAS ORIGENS

 
 
Cientistas sustentam que a diferença genética entre lobos e cães é menor que 0,2%, confirmando o conhecimento de que o lobo e o cão são do mesmo gênero e da mesma espécie Canis lupus. Isso significa que o cão doméstico surgiu do lobo e que deste é, no máximo, uma raça ou variedade ou uma subespécie. Por causa disso, o antigo nome científico do cão Canis familiaris, dado por Linaeus em 1758, foi trocado para Canis lupus familiaris.
Estudo publicado na “Nature Communications” revelou que os cães teriam sido domesticados há 32 mil anos atrás, quase o dobro do que se acreditava. E isso gerou um impacto na genética dos animais e dos homens, que foi ficando muito parecida em alguns aspectos. A teoria confirma que os cães de autodomesticaram para serem mais aceitos pelos humanos, que por sua vez também se adaptaram aos animais. 
Desta forma, os lobos se aproximaram dos homens pela necessidade do alimento. Supõe-se que os mais agressivos foram sendo eliminados pelo perigo que representavam, e forma sendo selecionados os animais mais mansos e adaptados ao convívio com o homem.
A domesticação impôs uma seleção nos genes envolvidos na digestão e metabolismo dos lobos domesticados, levando-os a se transformarem de carnívoros estritos para onívoros. Daí explica-se que atualmente não se deve submeter os cães atuais a dietas apenas proteica, advinda do consumo exclusivo de carne, pois eles não são possuem mais um aparelho de carnívoro estrito.

Entre as modificações, há genes que estão envolvidos no metabolismo da gordura ou amido. Um deles leva à produção da alfa-amilase, uma enzima que degrada o amido em açúcar e a maltose cadeias mais curtas de hidratos de carbono. Cães carregam muitas cópias deste gene mais do que os lobos, concluem os cientistas – e da atividade alfa-amilase em seus tecidos é cinco vezes maior.
Abrindo um parêntese nesta exposição científica, fica o fato que os animais de companhia tanto cães como gatos, pela observação no dia a dia no atendimento dos pacientes, por uma série de fatores, têm tido menos atividade para gastarem sua energia, e por outro lado, têm ingerido mais alimento do que suporta seu metabolismo. O excesso de peso, tal como ocorre no ser humano, pode estar levando ao aparecimento das doenças metabólicas, embora não seja o único fator. Mas isto é uma suposição baseada na observação, é claro que seriam necessários muitos estudos científicos para comprovar isso. Porém, não é à toa que as rações industrializadas contém em suas embalagens, a quantidade ideal a ser administrada por dia.
O resultado desta adaptação e seleção genética é que muitas doenças atuais são similares no homem e no cão. Outros genes, são ativos na região na córtex pré-frontal, onde os mamíferos tomam decisões sobre comportamento. Também ocorreu um aumento das conexões entre os neurônios.
Um gene em particular chamado SLC6A4, é responsável pela codificação da proteína que transporta o neurotansmissor serotonina, relacionado à agressão. Este gene, em outros estudos mostrou-se relacionado ao comportamento agressivo e o transtorno obssessivo-compulsivo não apenas no homem como também em cães. Devido a isso, deduz-se que hoje em dia, cruzamentos de cães agressivos, podem gerar filhotes com características insesejáveis, tornando-os pouco adaptados ao convívio social. Da mesma forma, cães que forma ao longo do tempo selecionados para luta e guarda, podem ser perigosos, e tais acasalamentos devem ser monitorados pelos criadores, evitando conflitos que geram o abandono ou sacrifício destes cães inadaptáveis.
Mudança semelhante foi constatada nos homens, indicando que nos tornamos mais tolerantes e menos agressivos, para conseguir a convivência em grupo.
Para os cientistas, o estudo da base genética de diversas doenças em cães pode ajudar na compreensão de doenças similares em humanos. O que vemos é um aumento significativo de endocrinopatias, envolvendo a tireoide, adrenais, pâncreas e sistema reprodutivo, e isto envolve homens e cães.
 
Existem mais de 800 raças de cães, reconhecidas por vários clubes em todo o mundo. Há alguns tipos básicos de raça que têm evoluindo gradualmente seu relacionamento com os seres humanos ao longo dos últimos 10.000 anos ou mais, mas todas as raças modernas são, relativamente, derivações recentes. Muitos destes são o produto de um deliberado processo de seleção artificial. Devido a isto, algumas raças são altamente especializadas, e há extraordinária diversidade morfológica entre diferentes raças.
 
Fontes consultadas:
Jornal “O Globo”17/05/2013, p. 32

sábado, 18 de maio de 2013

Bom dia, obrigado Ellen e Fellipi pela confiança e amizade por nós, estamos tão feliz com a nova família de mas um membro de nosso grupo.
Obrigado e sei como ele estava sendo tão bem esperado por vocês, parabéns pelo novo filho de vocês
 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Dermatites alérgicas são comuns em cães


Veterinária alerta que dermatites alérgicas são comuns em cães

31 de maio de 2009 às 4:15

Um dos problemas de saúde mais comuns entre os pets são as doenças de pele. Coceira, vermelhidão, ferida e queda de pelo são os principais sintomas de que o animal está com algum problema dermatológico. O mais comum deles é a dermatite alérgica.
Segundo a médica veterinária Sirlei Manzan, as alergias cutâneas representam 15% das consultas em sua clínica e a mais comum entre os pets é a atopia, causada pelo contato com ácaros, bolores, pólen e poeira.
Há também a alergia causada pela picada de pulga. Atualmente existem vários produtos no mercado que combatem de forma eficaz o inseto deixando o animal livre desse tipo de alergia.
Outra forma de dermatite alérgica é a alimentar. Segundo Sirlei, uma das formas de evitar o mal é dar aos pets apenas produtos destinados a eles. “Doces, pães, queijo e outros alimentos que comemos devem ser evitados”, afirmou a veterinária.
Esse é o caso da poodle Meg, a cadela de 12 anos, que, além de alergia alimentar, possui atopia. A estudante Janaína Fernandes conta que Meg sempre sofreu com coceiras pelo corpo e, com a idade, o quadro clínico piorou.
No ano passado, Janaína Fernandes decidiu fazer teste alérgico em Meg. O resultado mostrou que a poodle é alérgica a perfume, cigarro, poeira, grama, milho, cenoura e tomate. “Ela toma medicamentos à base de corticoide e come uma ração hipoalergênica. Fico agoniada quando a Meg começa a se coçar e por isso nem penso, faço qualquer coisa para que ela fique bem”, disse.
Além das alergias como a de Meg, há dermatites provocadas por tristeza, estresse, depressão e outras causas emocionais. “Todo animal que lambe a pata possui alguma doença psicológica. Nesse caso é preciso entrar com tratamentos antidepressivos e ansiolíticos”, disse a veterinária.
Micoses e piodermites são outros tipos de doenças de pele que exigem atenção. As micoses são causadas por fungos e são transmissíveis, inclusive ao homem. E as piodermites são infecções mais profundas, causadas por bactérias.
Outro tipo de doença de pele está ligado a problemas nas glândulas tireoides e na glândula supra-renal. Segundo a veterinária, as dermatites hormonais estão sempre ligadas a outros problemas de saúde como hipotireoidismo, a obesidade e problemas renais.
Doença possui dois tipos e é transmissível
Popularmente conhecida, a sarna é outro problema comum dos pets. Existem dois tipos delas, a escabiose, transmissível a outros animais e ao homem, e a demodécica, considerada mais grave e transmitida nas primeiras horas de vida da mãe para o filhote, que é amamentado.
A dona de casa Cristiane Silva descobriu que seu cachorro Fred tinha sarna demodécica na primeira semana que chegou à sua residência. O shitzu de 3 anos apresenta os sintomas da doença sempre que está com a imunidade baixa.
Cristiane já chegou a gastar R$ 700 reais por mês em tratamentos para Fred. A dona de casa conta que, quando descobriu a doença, foi muito difícil. “Tinha acabado de perder meu marido e tive que cuidar do Fred. Ele apresentava sangramento e cerca de 90% de sua pele estava com ferida”, disse.
Uma amiga da dona de casa até sugeriu que o cachorro fosse sacrificado, mas, mesmo diante das dificuldades, Cristiane não desistiu de Fred. “Acho que, por conta das perdas que tive na vida, criei um envolvimento maior com meu cachorro, é um amor incondicional”, afirmou a dona de casa.
Depois de muita luta, a doença de Fred está controlada. Cristiane segue rigorosamente as orientações da veterinária e o shitzu visita a clínica semanalmente para tomar antibióticos e remédios para aumentar a imunidade.
“Pela primeira vez, o Fred está há três meses sem ter a doença e mesmo ainda gastando cerca R$ 300 por mês, vejo que valeu a pena não sacrificá-lo. A companhia de Fred me faz muito bem. Ele é muito carinhoso.”
Formas de tratamento e prevenção das doenças de pele
De acordo com a médica veterinária Sirlei Manzan, cada doença tem uma forma de tratamento. “De uma forma geral, todas precisam de tratamento tópico com xampu. Algumas de medicação oral como antifúngicos e antibióticos, outras de reposição hormonal. E algumas alergias podem necessitar até de vacinas ou mudança drástica na dieta e no ambiente do animal”, afirmou.
Com exceção das dermatites que são de origem genética, muitas doenças de pele podem ser evitadas com cuidados simples. “É preciso manter o animal sempre limpo e em um ambiente adequado”, disse Sirlei.
Os banhos devem ser frequentes com produtos apropriados ao tipo de pelo e pele do animal. Pelos com nós ou molhados formam um ambiente propício para o aparecimento das dermatites.
A veterinária deixa uma alerta aos proprietários de cães. “Nem sempre feridas pelo corpo é sinal de dermatite. Uma doença grave e fatal para cães e humanos é a leishmaniose que tem como sintoma justamente o aparecimento de feridas pelo corpo. Por isso, o ideal é que, ao encontrar alguma ferida no animal, procure um médico veterinário o mais rápido possível”, disse Sirlei Manzan.
Fonte: Correio de Uberlândia

Ninhada prevista dia 14/05

domingo, 14 de abril de 2013

Úlceras de Córnea


Úlceras de Córnea

Úlceras de córnea ocorrem com grande freqüência em cães e gatos, principalmente nas raças braquicefálicas (focinho “achatado”). Podem ser causadas por diversos motivos, mas os principais são os traumas, entrópio (pálpebras viradas para dentro), triquíase e distiquíase (cílios e pêlos tocando a córnea) e ceratoconjuntivite seca (doença causada pela diminuição da quantidade ou da qualidade da lágrima). 

Por que tratar a Úlcera de Córnea?


Quanto mais superficial a úlcera de córnea mais dolorida ela é, pois as terminações nervosas da córnea se encontraram na superfície. Por isso que apresentamos o reflexo de piscar quando cai um cisco no olho, por exemplo. Portanto quando seu animalzinho aparentar desconforto ocular (olho fechado, piscando muito e lacrimejando), procure o mais rápido possível um oftalmologista veterinário. Agora você pode se perguntar: “mas se é superficial, porque a urgência no atendimento?”. Porque em úlceras mais profundas a dor é menos intensa (não há terminações nervosas nas camadas mais profundas), então você pode achar que ele está “melhorando”, mas na verdade a situação está mais grave, e uma úlcera de córnea não tratada, ou tratada de maneira incorreta, pode levar à perfuração ocular. 

Constituição da Córnea


Apesar de a córnea ser uma estrutura fina (0,6 a 1,0 mm de espessura central em cães) microscopicamente é constituída por quatro camadas: 
  • Epitélio com membrana basal;
  • Estroma;
  • Membrana de descemet e endotélio (figura 1 A).
Quando ocorre uma úlcera superficial, a camada epitelial já foi perdida e a lesão já se encontra no estroma (figura 1 B). 
camadas histológicas da córnea e de uma córnea com úlcera 
Figura 1: Desenho esquemático das camadas histológicas da córnea (A) e de uma úlcera corneana atingindo a camada estromal (B).

Diagnóstico de Úlcera de Córnea


O diagnóstico é realizado quando instilamos colírio de fluoresceína sobre a córnea. Este colírio irá corar de verde o local onde está a úlcera (figura 2 B). 

Córnea antes e depois do teste de fluoresceína 
Figura 2: Córnea antes do teste da fluoresceína. Teste da fluoresceína positiva evidenciando úlcera de córnea superficial em cão (seta) (B).
Sem este teste, muitas vezes, é difícil localizar a lesão (figura 2 A). Mas a fluoresceína só cora a camada estromal da córnea, portanto úlceras muito profundas (figura 3), com risco de perfuração ocular, não se coram. 

Úlcera profunda 
Figura 3: Úlcera profunda (seta) em cão com ceratoconjuntivite seca crônica. Observe intensa melanose e edema de córnea.






domingo, 24 de março de 2013

Doença de Von Willebrand


A Doença de von Willebrand (DvW) é o distúrbio hemorrágico geneticamente transmissível
mais prevalente em cães. É de extrema importância para algumas raças, podendo ser letal ou se manter
silenciosa até que o indivíduo enfrente um desafio ao seu sistema hemostático. É uma anormalidade
qualitativa e/ou quantitativa no Fator de von Willebrand (FvW), responsável pela adesão das plaquetas
ao colágeno do subendotélio vascular em caso de lesão vascular e pela adesão entre plaquetas para
formar o tampão plaquetário na hemostasia primária.
São descritos 3 tipos de DvW em cães. O Tipo I é o mais prevalente e de apresentação mais
branda, afetando mais de 50 raças, em especial os dobermans. O tipo II é o mais raro sendo descrito
apenas em pointers. O tipo III da doença é mais prevalente nos scottish terriers e shetland sheepdogs,
apesar de já ter sido relatado em outras raças, sendo extremamente severo, com redução marcante ou
mesmo ausência de FvW no plasma.
O diagnóstico é difícil, podendo ser feito pela dosagem dos antígenos anti-FvW no plasma ou,
ainda, pela técnica de P.C.R., capaz de identificar indivíduos afetados, livres ou portadores do gene
responsável pela DvW.
O tratamento é feito à base de hemoterapia (plasma fresco congelado, crioprecipitados, ou
sangue fresco), uso de FvW recombinante ou ainda pode-se utilizar a desmopressina (DDAVP), análogo
da vasopressina que possui o poder de elevar a concentrações plasmáticas de FvW sem os efeitos
colaterais da última.
A doença de von Willebrand (DvW) é o distúrbio hemorrágico mais comum em cães e é
causada pela transmissão genética de defeitos no Fator de von Willebrand (FvW), uma glicoproteína
adesiva multimérica necessária para a adesão plaquetária em locais de dano vascular e para a
estabilização do Fator VIII da coagulação (FVIII). Então, o FvW desempenha um duplo papel na
hemostasia: media a ligação das plaquetas ao subendotélio, que é crucial para a hemostasia primária, e
protege o FVIII da inativação proteolítica, o que é essencial para a hemostasia secundária.
O termo “Doença de von Willebrand" se refere a uma classe heterogênea de doenças da
coagulação, caracterizadas por anormalidades no FvW quantitativas, qualitativas ou ambas, que levam a
sintomas de falha na hemostasia primária, pois este é o único fator de coagulação que atua nesta fase.
Em humanos há estudos que relatam que estes sintomas são mais comuns em mulheres, basicamente
devido ao maior desafio hemostático gerado pela gravidez e períodos menstruais.
A DvW é uma doença heterogênea, classificada em subtipos de acordo com a apresentação e
severidade dos sintomas clínicos, modo de herança e também de acordo com as anormalidades
bioquímicas no FvW. Ela é caracterizada por uma alteração qualitativa ou quantitativa da molécula da
proteína do FvW, o que faz com que ocorra de maneira deficiente ou mesmo não ocorra a hemostasia
primária, causando assim desde sangramentos que podem ser discretos ou brandos até hemorragias
descontroladas após procedimentos cirúrgicos. A DvW é conhecida no homem desde 1926, quando foi
diagnosticada pelo médico Erik von Willebrand. Em animais ela foi descrita pela primeira vez em 1970,
por W. Jean Dodds, em cães. Hoje a DvW já foi descrita em mais de 54 raças e é mais prevalente em
algumas, em especial o doberman.
A DvW se diferencia das hemofilias por se tratar de uma anormalidade do FvW, e não dos
fatores VII ou VIII como naquelas. Também é diferente por tratar-se de uma característica autossômica,
afetando igualmente machos e fêmeas, diferentemente das hemofilias, que afetam quase que
exclusivamente machos, pois são mutações ligadas ao cromossomo sexual.
A mutação do gene do FvW não é a mesma nas diferentes raças, fazendo com que cada raça
tenha tendência a se enquadrar em um dos tipos da doença. Os dobermans têm uma mutação que
impede que haja total ausência do FvW já nos pointers a mutação leva à forma mais rara da doença,
onde os seus multímeros decrescem de maneira desigual, com maior depleção daqueles que têm maior
ação biológica. Por isso o diagnóstico da DvW é difícil, já que os vários tipos podem possuir indivíduos
livres da doença, indivíduos afetados ou ainda carreadores do gene. Estes últimos são de importante
detecção para que criadores não disseminem o gene através de cruzamentos entre carreadores,
gerando crias com mais animais portadores e doentes.