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São Paulo, São Paulo, Brazil
Sou um apaixonado por Bulldog Francês comecei com uma fêmea e agora estou criando a raça por motivo de ser um cachorro de temperamento tranquilo e companheiro Estamos providenciando o nosso próprio canil logo com muitos filhotes de qualidade para nossos amigos e clientes. Venho por meio deste blog, informar as pessoas sobre algumas duvidas que já tive também, sobre doenças e outras coisas, por isso dedico algum tempo do meu dia pra procurar matérias sobre a raça e doenças em geral, escrever algumas coisas que já passei criando a raça. Espero com isso ajudar as pessoas. André Sanches. safemi

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

CEGUEIRA SÚBITA EM CÃES


CEGUEIRA SÚBITA EM CÃES


3Texto baseado no artigo ”Enviromental Factors and Signs og Hipercortisolism Associated with Sudden Acquired Retinal Disorders” LEVIN,C.D. Journal of the American Holistic Veterinary Medicine Association. Jan-march 2006. P.10-13.
Não é raro acontecer com cães domésticos a instalação de uma cegueira súbita, que lhes causa confusão, depressão, e nesse momento é necessário dar um suporte extra de carinho e paciência para que eles consigam adaptar-se a esta nova condição.
Chamada de SARD – Sudden Acquired Retinal Degeneration, acomete cães com sinais característicos de Hiperadrenocorticismo (síndrome de Cushing): ganho crescente de peso, depressão, letargia.Porém, muito frequentemente,os exames não confirmam a doença.
Supõe-se que o estress e algum fator ambiental concorrem para afetar os mecanismos hipotalâmicos, desequilibrando o metabolismo nornal.
Há ainda evidências que os cães afetados com SARD apresentam elevadas taxas de estradiol. O hiperestrogenismo produz sintomas similares ao hiperadrenocorticismo, podendo incluir alteração de comportamento, convulsões, hiperpigmentação, ganho de peso, hipertensão, além de disfunção hepática e da tireoide e liberação esporádica de histamina (com surtos de prurido e urticárias).
Alguns experimentos apontam que animais submetidos a excessivas doses de vacinas, sob tratamentos constantes com produtos para controle de pulgas e carrapatos (inseticidas), dieta com excesso de grãos (onde há muitos que são trangênicos, e recebem altíssimas doses de agrotóxicos) são mais propensosa esta e outras enfermidades.
Neste caso, como tudo em Saúde, a prevenção é o melhor remédio,, e desde o início, deve-se ter parcimônia no tratamento dos animais de estimação, evitando excesso de medicamentos, preferindo as terapias naturais, e equilibrando a alimentação com alimentos frescos , não condimentados. Evitar os organofosforados no controle de ectoparasitas, assim como situações estressantes, que possam interferir no bem estar dos animais de estimação, assim como hábitos sedentários.
Fonte:http://bichosonline.vet.br

Sara (síndrome da angustia respiratória aguda)


QUANDO SEU CÃO NÃO CONSEGUE RESPIRAR : SARA – SÍNDROME DA ANGÚSTIA RESPIRATÓRIA AGUDA


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SARA – Síndrome de angústia respiratória aguda, é uma condição grave, onde ocorre falha respiratória súbita, devido ao acúmulo de fluidos e grande inflamação nos pulmões.
As causas são: pneumonia; intoxicação (organofosforados utilizados contra carrapatos/pulgas, diltiazen, opióides etc); quase afogamento; aspiração de conteúdo por falsa via; infecções graves dos pulmões ou septicêmicas como a leptospirose; babesiose. Pancreatite aguda, entre outras.
Seus sintomas são: esforços extremos para respirar; tosse; presença de secreções nas narinas, cianose (mucosas azuladas ou arroxeadas), inquietude, expressão de sofrimento. Deixei  acima um link demonstrando a angústia do animal. Os mais propensos são os braquicefálicos, isto é, os que tem focinho curto, mas pode acontecer com qualquer cão ou gato doméstico.
Ocorre tosse exsudativa  entre 12 a 73 horas após a causa precipitante, onde se inicia intensa liberação de mediadores inflamatórios, que aumenta a permeabilidade alvéolo capilar (no interstício pulmonar), levando ao extravasamento de líquido proteico (proveniente do quadro inflamatório) no instertício e alvéolos.
Este infiltrado ultrapassa a capacidade de drenagem dos vasos linfáticos que ficam repletos de exsudatos ao redor dos bronquíolos, comprimindo-os e aumentando a resistência das vias aéreas.
Inicia-se um processo inflamatório nos pulmões, e os macrófagos ativados levam à liberação de enzimas proteolíticas, peróxido de hidrogênio (radical livre, altamente tóxico) e citocinas inflamatórias. Estas citocinas promovem quimiotaxia, isto é, ampliam a resposta inflamatória com liberação de linfócitos e fibroblastos, e ocorre ainda vasodilatação, permitindo a saída dos vasos de mais líquido no tecido pulmonar.
O quadro progride para um edema agudo de pulmão,o que leva à hipóxia, liberação da resposta plaquetária ( contirbuindo para formação de trombos e êmbolos)com risco de morte.
A fase proliferativa inicia-se a partir do 3º dia da evolução do quadro e dura em média duas semanas. Os fatores inflamatórios liberam fibroblastos e colágeno numa resposta secundária à agressão. Esse processo leva ao estreitamento e colapso alveolar, inativação do surfactante e leva à fibrose pulmonar.
Fase fibrolítica
A partir da segunda semana de evolução do quadro, o paciente recupera-se ou pode haver instalação de fibrose severa de difícil reversão. O paciente apresenta taquipnéia, dispneia, cianose, tosse, infecção secundária.  À ausculta observa-se roncos, estertores úmidos, crepitações e sibilos.
Animais com este quadro precisam de internação, oxigenoterapia e medicação imediata para evitar a progressão do quadro. Caso ocorram estes sintomas leve seu animal a um local com estas possibilidades, que tenha UTI e internação 24 horas, para que o tratamento seja rápido, eficaz, garantindo o pronto restabelecimento. Posteriormente, devem ser evitadas as causas predisponentes, e em muitas ocorrências, o animal precisa de atenção em relação a algumas sequelas.
Fontes bibliográficas
Fontes:http://bichosonline.vet.br